Primeiro trabalho solo de Luciano Tavares
Na montagem o personagem retoma o universo lúdico infantil em seus vários jogos que são criados e recriados a todo o momento, chengado ao ponto de estabelecer um movimento contínuo que só para quando a energia se esgota, ou quando realiza seu sonho que é poder brincar infinitamente com sua caixa de “segredos”. Em cena joga-se amarelinha, brinca-se de estátua, luta-se com seus guerrreiros de miniaturas, suja-se o chão com giz, faz-se uma verdadeira bagunça a qual culmina com um bom banho de brinquedos.
Ficha técnica:
Concepção coreográfica: Luciano Tavares
Bailarino-criador-entérprete: Luciano Tavares
ConversAções: Bia Diamante
Trilha musical: Giba Rocha
Operação de som e luz: Eduardo Severino e Luciana Hoppe
Desenho de luz: Eduardo Severino e Luciano Tavares
Elementos cênicos: Giba Rocha
Figurino: Luciano Tavares
Apoio: Projeto Usina das Artes, Café Stúdio Internet Design, Estüdio Viñeta, 107, 7 fm cultura
Duração: 23min
Ano 2009
Bundaflor Bundamor
Piriforme, pectíneo, quadrado lombar. Ísquio, ilíaco, púbis. Glúteo máximo, glúteo médio, glúteo mínimo. Quadril. Esse conjunto composto por ossos e por músculos anatomicamente funcionais constitui uma região amplamente popular em nosso país: a bunda.
O amplo interesse por esta parte do corpo está presente, desse modo, em diversas áreas, sendo foco de inspiração e temática. A chamada“preferência nacional” dos brasileiros, a bunda, é o cerne para criação desse novo trabalho coreográfico da companhia. Em cena o elenco aborda com humor o imaginário brasileiro, brindando nos movimentos de seus corpos para além da banalização dos elementos que compõem o real e o simbólico desse universo. A obra tenta desmistificar as várias conotações que são dadas a ela ao experimentar esta parte do corpo com movimentos que não apenas remetam à sua representação erótica ou sexual, e sim, dispor a colocar em foco esta porção privilegiada do corpo sem falsos moralismos. Como dizia Drummond, “É o milagre de serem duas em uma, plenamente, e bunda é a bunda, redunda”. E bem como viuJean-Luc Henning em sua Breve história das nádegas, “a bunda é barroca, sim: a bunda é barroca. Curva e plenitude” dispara.
Ficha técnica:
Concepção coreográfica: Eduardo Severino / Luciano Tavares
Direção artística: Eduardo Severino / Bia Diamante
Criadores-intérpretes: Mônica Dantas, Luciano Tavares, Dani Boff, Luciana Hoppe e Eduardo Severino
Desenho de luz: Fabrício Simões Operação de luz: Viviane Lencina
Figurino: Eduardo Sevrino Cia. de Dança e elenco
Duração: 40min
Ano 2008
‘ Y Kûá – O silenciar de um rio
A obra ‘Y KÛÁ o silenciar de um rio tem como ponto de partida para a pesquisa coreográfica o elemento água, melhor dizendo; a falta da água. A água em processo de escassez.
Nosso planeta esta ruindo, nossa flora queimando, nossa fauna sumindo, nossa água secando.
Para onde iremos e o que seremos depois disso? Peixes, anfíbios, lagartos, pássaros, macacos, homens….
….mutantes? alguns seres percebem o mundo, outros apenas o devoram.
Y KÛÁ é conseqüência de um processo iniciado com a obra “Planetário “(1999), inspirado na obra do artista plástico e ambientalista Frans Krajcberg e com” Lixo, Lixo Severino” (2001), espetáculo sobre o paradigma da reciclagem versus os padrões de consumo do homem moderno..
O espetáculo estreou em junho de 2006 e retorna no mês de setembro na sala que a companhia administra dentro do Projeto Usina das Artes na Usina do Gasômetro. O espetáculo tem no elenco os bailarinos Luciano Tavares, Caroline Peter, Carol Lanner, Marco Fillipin e Eduardo Severino. Eduardo Severino também forma parcerias; com Cleber Menezes (Direção cênica), Andréia Pescador (Figurinos), Adriana San Martin (Projeto Gráfico), Adriana Deffenti (Preparação Vocal), Carlos de Los Santos (WebDesign), Jorge Foques (colagem musical) e Luciana Mena Barreto (fotos) para discorrer sobre a água e sua escassez.
SOMOS OS AGENTES PRIVILEGIADOS DA TRANSFORMAÇÃO CABE AO SER HUMANO, POR ESTE MOTIVO A RESPONSABILIDADE MAIOR PELA PRESERVAÇÃO DA VIDA EM NOSSO PLANETA, SEMPRE FUI INTERNACIONALISTA E A NATUREZA ME TORNOU PLANETÁRIO”.
(FRANS KRACJBERG).
Ano 2006
IN/Compatível?
IN/Compatível? é mais do que uma simples pergunta. Com um cenário composto por uma mesa de escritório e duas cadeiras que assumem várias funcionalidades, ora transformando-se em cama, ora constituindo um ambiente de negociação e embates, ao redor das mesmas , a relação entre os três personagens se estabelece.
Doses equilibradas de crítica, de bom humor e de provocação envolvem o público, não somente nos sentimentos e situações cotidianas expostos nas possibilidades já anunciadas no título da obra, mas, essencialmente, no desenho destas relações, nas escolhas artísticas e na forma de apresentá-las, criando imagens que impedem a redução do tema a meros clichês.
A abundância de imagens e sensações sugeridas pelo cotidiano das relações humanas, ponto de partida para a pesquisa coreográfica, retrata a robotização de uma união através de uma linguagem contemporânea, com três personagens que se entrelaçam em seus sentimentos. Em cena, os seres negociadores do amor trajam um figurino pop que sugere um mundo mecanicista com relações vazias e distantes, onde os corpos ficam evidenciados no intuito de questionar o culto ao corpo existente em nossa sociedade, o mecanicismo de nossas relações e a robotização de nossos comportamentos cotidianos.
VENCEDOR DE 3 PRÊMIOS AÇORIANOS/2005: » Melhor Coreografia » Melhor Bailarino: Eduardo Severino » Melhor Trilha Sonora Pesquisada
Ficha técnica:
Concepção Coreográfica: Eduardo Severino
Criadores/ Intérpretes : Carol Peter, Eduardo Severino e Luciano Tavares
Bailarinas convidas: Fernanda Carvalho Leite e Luciana Paludo
Figurino e Cenografia : Luciano Tavares e Eduardo Severino
Consultoria de Figurino : Luciane Castro
Consultoria Estética Óptica : Luís Henrique
Trilha Sonora : Evelyn Glennie, Operation Phoenix, Candeia
Desenho de Luz : Eduardo Severino
Duração: 35 minutos
Ano 2005
A mão mansa do afeto
Afeto, sentimento de inclinação para alguém, simpatia, amizade, afeição, amor, paixão, submetido, entregue, pendente.
Como falar sobre afeto? Como expressar a dor da perda, a euforia do reencontro, o pressentimento da distância, afastamento, reconciliação, afagos, amores e desamores do ser humano? Algumas sensações só podem ser expressas em palavras; outras, só através da dança.
MELHOR COREOGRAIA PRÊMIO AÇORIANOS DE DANÇA 2003
“Minha dança é o instrumento de dialogo com o mundo, minha obra é um registro claro da busca por uma linguagem própria que representa o pensamento da dança a que me proponho. Cinco pessoas na tentativa de um novo viver…”
Eduardo Severino
Uma investigação coreográfica que passeia mão a mão pela carência do afeto, do outro, da mão, do calor, do ombro, da carência do apoio. Pessoas que se unem na tentativa de um novo viver.
A mão mansa do afeto.
Ficha técnica:
Concepção/Direção: Eduardo Severino
Criadores/Intérpretes: Aline Mello, Eduardo Severino, Luciano Tavares, Tatiana Missel e Viviane Lencina
Violinista: Cristina Cavalheiro
Música tema: Felipe Azevedo
Trilha musical: Evelyn Glenne
Figurino: Eduardo Severino Cia. de Dança
Iluminação: Eduardo Severino Cia. de Dança
Ano 2003
Lixo, Lixo Severino
“ATÉ QUANDO O PLANETA SUPORTARÁ?
LIXO, HOMEM, MOVIMENTO, ATITUDE.”
A obra propõe novas visões sobre o conceito moderno de lixo. Além do lixo como matéria prima renovável, retornável e reutilizável. Através da linguagem da dança e da performance apresenta um conceito contemporâneo onde o homem tem papel fundamental, demonstrando que este processo exige do ser humano atitude e consciência para reciclar suas idéias e respeitar a vida. Um homem que ajude a preservar a vida em seu planeta, sua casa, buscando um reequilibrio que é ponto de partida a novas ousadias. Intencionalmente cada vez mais auto – sustentáveis.
Para se fabricar uma ton. de papel, consome-se 15 árvores. Apenas 1% das pilhas consumidas é processada e tem um destino ambientalmente correto; um litro de óleo tem o poder de contaminar um milhão de litros de água; somente 17% dos resíduos plásticos de pós -consumo são reciclados no Brasil.
Tampas de garrafa >>> 150 anos para se decompor;
fralda descartável comum >>> 450 anos;
uma garrafa pet >>> mais de 100 anos;
borracha >>> tempo indeterminado.
Histórico: Lixo, Lixo Severino ganhou fundo para produção artística FUMPROARTE pelo município de Porto Alegre/RS, estreiando em junho de 2002 no Espaço Elis Regina na Usina do Gasômetro, cumprindo temporada, No mesmo ano ganha Prêmio IEACEN para Dança pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul; faz abertura do Congresso Nacional de Dança no teatro do SESC, Porto Alegre/RS; participa do Conexão Sul em Florianópolis/SC. Em 2003 faz temporada no Teatro Renascença, Porto Alegre/RS. No mesmo ano recebe sete indicações ao Prêmio Açorianos de Dança/2002, no município de Porto Alegre/RS, tendo recebido três prêmios.
Ficha Técnica:
Concepção/Direção: Eduardo Severino
Criadores/Intérpretes: Luciano Tavares e Eduardo Severino
Trilha Sonora: Música Tema – Felipe Azevedo
Figurino e Cenografia: Luciano Tavares e Eduardo Severino
Iluminação: Eduardo Severino
Concepção Gráfica: Iran Rosa
Projeto Gráfico: Adriana Sanmartin e Iran Rosa
Fotografia: Luciana Mena Barreto
Produção e divulgação : Eduardo Severino Cia. de Dança
Ano 2002 e remontagem 2006/2007
Alma Tonta
Uma investigação coreográfica sobre a poesia Canção Ballet do poeta brasileiro Mario Quintana. Alma Tonta usa como narrativa a poesia que fala dos sonhos, desejos, dúvidas e desencantos de um homem e uma mulher.As personagens vivem em universos paralelos, vulneráveis pelos desejos de um outro mundo. Música eletrônica, poema e silêncio fazem parte da ação, pontuada pela voz de Adriana Deffenti, ora lírica, ora sussurrada, tremida e gemida.
“Eduardo Severino, criador/intérprete – Busca pesquisar uma linguagem de movimentos própria, transmitindo conceitos claros através de um jogo de movimentos delicados, sensíveis e pequenos, contrastando com amplos desenhos no espaço.” Eva Schul
Ficha técnica:
Concepção Coreográfica: Eduardo Severino
Elenco: Eduardo Severino, Fernanda Carvalho Leite e Adriana Deffenti
Figurino: Elenco
Iluminação: Bathista Freire
Assistente de iluminação: Fabrício Simões
Música: INTRUDUCTION - TYWALKER/KLINEK/HEIL
OBLIVION- PIAZZOLLA – AHN TRIO
Ensaiador/Operação de som: Luciano Tavares
Récita da Poesia: Fernanda Carvalho Leite
Cantora/Flautista: Adriana Deffenti
Duração: 35 minutos
Ano 2001
Ele sozinho passeia
Em seu palácio invisível.
Linda moça risca um riso
Por trás do muro de vidro.Risca e foge, num adejo
Ele pára, de alma tonta.
Um beijo brota na ponta
Do galho do seu desejo.E pouco a pouco se achegam
Põem a palma contra a palma
Mas o frio, o frio do vidro
Lhe penetra a própria alma!“Ai do meu Reino Encantado,
Se tudo aqui é impossível…
Pra que palácio invisível
Se o mundo está do outro lado?”E inda busca, de alma louca,
Aquele lábio vermelho.
Ai, o frio da própria boca!
O amor é um beijo no espelho…Beija e cai, como um engonço,
Todo desarticulado…
Linda moça como um sonho,
Se dissipa do outro lado…(Mário Quintana)
Planetário
Uma obra de dança contemporânea que teve como inspiração para pesquisa coreográfica a obra do escultor e ambientalista FRANS KRAJCBERG.
Trabalho selecionado para o projeto Rumos Dança Itaú Cultural 2001, o Criador – Intérprete – Eduardo Severino teve como inspiração para pesquisa coreográfica a obra contemporânea do artista plástico e ambientalista Frans Krajcberg. As denúncias de Krajcberg sobre os retorcimentos nas árvores deixadas após as queimadas se transformaram em movimento . Investigar a plasticidade destas formas e a questão da devastação e da morte adequando-as a linguagem coreográfica serviram de inspiração e constituíram o processo de criação à montagem . Os posicionamentos de Krajcberg vão ao encontro das mesmas inquietações que o coreógrafo com relação às questões da devastação do homem contra a vida neste planeta . O coreógrafo estabeleceu algumas parcerias para a composição da obra , com o músico percussionista Fernando do Ó, que compôs trilha original para a obra e com a escultora Isane Schul, criadora do único elemento cênico , uma peça em cerâmica onde queima uma chama do início ao final do espetáculo . Os posicionamentos de Krajcberg vêm ao encontro do que o coreógrafo sente quando se depara com a violência do homem contra a vida neste planeta .
” NÓS SOMOS OS AGENTES PRIVILEGIADOS DA TRANSFORMAÇÃO. CABE AO SER HUMANO , POR ESTE MOTIVO , A RESPONSABILIDADE MAIOR PELA PRESERVAÇÃO DA VIDA EM NOSSO PLANETA SEMPRE FUI INTERNACIONALISTA E A NATUREZA ME TORNOU PLANETÁRIO ” . Frans Krajcberg.
Ficha técnica:
Concepção/ Direção / Intérprete : Eduardo Severino
Ensaios: Luciano Tavares
Trilha Musical: Fernando do Ó; Colagem musical: Jorge Foques
Figurino: Eduardo Severino Cia . de Dança e Zoé Degani ( criação de Zoé Degani para a obra Lixo , Lixo Severino e reciclado para a obra Planetário )
Elemento Cênico : Peça de Cerâmica de Izane Schul
Iluminação : Eduardo Severino Cia . de Dança
Duração: 20 minutos
Ano 2001/2002 e remotagem em 2007
julho 19, 2010 at 6:43 pm
Parabéns pelo ótimo trabalho desenvolvido pelos palcos do mundo!!!
VCs são ótimos…Lindo trabalo!!!
julho 21, 2010 at 1:39 am
Obrigado! Ficamos contentes que vcs tenham gostado e que com nosso trabalho atingimos essa amplitude!
Abraços,
Luciano