Bundaflor, Bundamor nova temporada

Luciano Tavares, Eduardo Severino, Monica Dantas com intervenções de bailarinas convidadas

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dias 5 e 6, 12 e 13 de Novembro de 2011

sábados e domingos às 21h
na Usina do Gasômetro, sala 209
Porto Alegre / RS – BRASIL

Bundaflor Bundamor retorna aos palcos da cidade na Sala 209 na Usina do Gasômetro nos dias 5 e 6, 12 e 13 de Novembro, sábados e domingos às 21h. Concepção coreográfica com a assinatura dos coreógrafos Eduardo Severino e Luciano Tavares (Núcleo artístico da Eduardo Severino Cia. de Dança) e interpretação dos bailarinos Eduardo Severino, Luciano Tavares e Mônica Dantas com intervenções de bailarinas convidadas especialmente para esta temporada e para este trabalho: Viviane Gawazee e Iria Isa.

As intervenções das artistas convidadas acontecem no próprio trabalho e durante o espetáculo, a partir do olhar de cada uma delas sobre esta parte do corpo, a bunda.

A obra que será mostrada em Porto Alegre é um desdobramento do espetáculo estreado em 2008. Este desdobramento foi mostrado em Santiago/Chile no evento Sindicato da Performance2 em janeiro de 2010 com financiamento do Programa de difusão cultural e intercâmbio do Ministério da Cultura com o projeto Intercâmbio Brasil/Chile e na cidade de São Paulo no Teatro da Dança no projeto Bem Casado da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo em abril de 2010.

A obra discorre sobre a Bunda. Utilizamos como inspiração para a pesquisa coreográfica, textos do livro do historiador francês Jean Luc Henning, “A breve história das nádegas”. Bundaflor, Bundamor propõe um olhar diferenciado a essa parte do corpo humano, atentando para a sua constituição, o seu desenho e as suas possibilidades motoras. A bunda brasileira, formada graças à herança genética africana, é  massa carnal rebolante que mostra a nossa alegria mestiça, em algumas manifestações mais originais.

Eduardo Severino, Luciano Tavares, Mônica Dantas e bailarinas convidadas abordam com humor o imaginário brasileiro, brindando nos movimentos de seus corpos para além da banalização dos elementos que compõem o real e o simbólico desse universo.

“Como dizia Drummond, é o milagre de ser duas em uma, plenamente, e bunda é a bunda, redunda. E bem como viu Jean-Luc Henning em sua Breve história das nádegas, a bunda é barroca, sim: a bunda é barroca. Curva e plenitude”.

~:~
o quê:
Bundaflor, Bundamor
em nova temporada

quando:
Dias 5 e 6, 12 e 13 de Novembro
21h,
sábados e domingos

onde:
Sala 209, Usina do Gasômetro
Avenida Presidente João Goulart, 521
Centro Histórico de Porto Alegre / RS

ingresso:
Inteira R$ 15,00
Meia R$ 8,00 (classe artística, melhor idade e estudantes)

~:~

ficha técnica:

Concepção coreográfica:
Eduardo Severino e Luciano Tavares
Intérpretes/criadores:
Luciano Tavares, Eduardo Severino e Mônica Dantas
Intérpretes/criadoras convidadas:
Viviane Gawazee e Iria Isa
Trilha musical:
“Não me diga adeus”/Aracy de Almeida; “Melô de piripiri”/Gretchen.
Pesquisa musical:
Luciano Tavares
Mixagem:
Jorge Foques
Figurino e operações:
do elenco

Fotos:

Lu Mena Barreto

Ines Corrêa

Roberto Garrido

Realização:

Eduardo Severino Cia. de dança

~:~

contato:

Eduardo Severino Cia. de Dança
eduardosever@yahoo.com
            (51) 96892621     

~:~

apoio:

CaféStùdio internetdesign

Usina das Artes

Viñeta Estúdio

Hashi Art Cuisine

TVE e FM Cultura 107,7

Prefeitura de Porto Alegre

Secretaria Municipal da Cultura

Rincão da Saúde

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Texto/crítica de Cássia Navas sobre a obra:

Bundaflor, Bundamor é uma obra que, de pronto, chama atenção. Pelo titulo, pelo ineditismo de um tema, presente no imaginário e no cotidiano de uma cultura corporal conjugada em vários cantos de nosso pais.

Entretanto, a coreografia nos surpreende, sobretudo pela abordagem de traços deste universo. Luciano Tavares e Eduardo Severino, artistas da dança de longo curso, propõem-nos um humor seco e talhado, como se fosse em pedra. O palco se adensa aos poucos com as camadas de interpretação precisa, onde o humor se sobrepõe a mais humor, em preciosas dinâmicas de movimentação.
Estas resultam da experiência da dupla, e do entremeio que estabeleceram entre o texto do qual partiram – “A breve história das nádegas”, de Jean Luc Henning, e a observação atenta ao que passa a seu redor, na vida cotidiana de um país onde certos atributos corporais são hipertrofiadamente cantados em prosa e verso.

Bundaflor, Bundamor não é ode à anatomia do brasileiro. Ao contrário – estabelece-se como fenda coreográfica, por onde se espraia uma luz para reflexões sobre os “corpos do Brasil”, campo sobre o qual os artistas da dança trabalham sem cessar, posto ser cidadãos deste país.

A coragem de tratar o tema se sobrepõe à ousadia de sua abordagem coreográfica, de delicada contundência Por ela nos chega uma violência precisamente construída, que não choca sensibilidades mais delicadas, mas resta presente durante um tempo em nossos pensamentos e palavras.

Uma provocação bem construída, à maneira da dança. Ficamos a esperar mais obras desta estirpe, dentro da trajetória da dupla, de seus colaboradores e colegas de métier.

São Paulo, fevereiro de 2011.

Cássia Navas

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