5ª Edição do projeto Luciana Paludo convida… Com Elke Siedler

Sábado que vem, 27/08, tem a 😀
Será na Sala 209 às 19:30!

Espaço on/off_Line é o título do espetáculo que será apresentado; se inspira nas relações humanas: online, com os dispositivos de comunicação à distância; offline, a partir das possibilidades de encontros presenciais. É a partir dessas duas espécies de encontros que se constitui a poética deste espetáculo.

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Espaço on/off_Line trata dessa mescla de possibilidades de encontros que tecem as relações contemporâneas – e de como isso pode expandir, ou não, os desdobramentos desses encontros. As coisas em si não comportam destinos, é o uso que fazemos delas que tornam possíveis os acontecimentos.


Ficha Técnica:
Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo e Elke Siedler
Produção: Mimese cia de dança-coisa
Apoio de produção: Adrielle Paulino, Ana Paula Reis e Eduardo Severino.
Fotógrafo do projeto: Cláudio Etges


Ingressos no local: R$ 20,00 / R$ 10,00 (estudante, classe artística e idosos)
Apoio: Eduardo Severino Cia de Dança; Ânima Cia de Dança; Projeto Usina das Artes – Secretaria Municipal de Cultura.
Realização: Mimese cia de dança-coisa.

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Eduardo Severino Cia de Dança apresenta Espetáculo IN/Compatível?

 IN/Compatível? Teve estreia no ano de 2005 e agora em comemoração aos 15 anos de Cia. com uma produção ativa de forma ininterrupta resolvemos remontar este trabalho que é um dos mais emblemáticos de nossa trajetória,  além do núcleo artístico principal da Cia. Luciano Tavares e Eduardo Severino fazem parte desta remontagem os criadores/intérpretes Andrew Tassinari e Viviane Gawazee.

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Foto: Luis Paulot

O trabalho retrata de maneira bem-humorada e com muita ironia a robotização da união entre quatro personagens através de uma linguagem contemporânea, com quatro personagens que se entrelaçam em seus sentimentos. Em cena, os quatro intérpretes negociam seus sentimentos atrás de uma escrivaninha que também é cama, que também é chão, os seres negociadores do amor trajam um figurino pop que sugere um mundo mecanicista com relações vazias e distantes, onde os corpos ficam evidenciados no intuito de questionar o culto ao corpo existente em nossa sociedade, o mecanicismo de nossas relações e a robotização de nossos comportamentos cotidianos.

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Foto: Luis Paulot

A abundância de imagens e sensações sugeridas pelo cotidiano e a aridez e artificialidade nas relações humanas foi o ponto de partida para a pesquisa coreográfica e para a remontagem/recriação desta obra.

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Foto: Luis Paulot

 Trajetória

O espetáculo atual em sua recriação e remontagem estréia em maio de 2016, na Sala 209/Usina das Artes. O espetáculo na sua versão original teve estréia em 4 de junho de 2005, cumprindo temporada nos meses de junho, julho e outubro na sala 504 do eixo experimental na Usina do Gasômetro/Usina das Artes.
Um estudo e fragmento da obra tiveram pré-estréia na Mostra Dies de Dansa em Barcelona/Espanha em agosto/2004 e no encerramento do Arte no Solar da Assembléia Legislativa do Estado em Porto Alegre e novembro/2004. O Espetáculo também foi mostrado: Abril/Dia Internacional da Dança-Salão de Atos da UFRGS/Porto Alegre/2005; Agosto/Conesul Dança 2005 – Teatro São Pedro/Porto Alegre; Agosto/Temporada no Teatro Sete de Abril/Pelotas/2005; Janeiro/Mostra Verão-Teatro Renascença/Porto Alegre/2006; Janeiro/Melhores do ano- Prêmio Açorianos 2005- Teatro Renascença/Porto Alegre/2006 e El Cruce Festival de Artes Cênicas em Rosário/ Argentina/2006 e participação no FIDET/Escena doméstica/Santiago/Chile/2011 e um fragmento desta nova recriação com os quatro criadores/intérpretes participou do Festival Dançapontocom/2015. A obra teve seis indicações ao Prêmio Açorianos de Dança da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre/2005, sendo indicado para: Melhor espetáculo, coreografia, produção, bailarino, figurino e trilha musical pesquisada
, recebendo o Prêmio por melhor coreografia, bailarino e trilha musical pesquisada.

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Foto: Luis Paulot

Ficha técnica

 Concepção Coreográfica: Eduardo Severino e Luciano Tavares | Criadores/Intérpretes: Andrew Tassinari, Viviane Gawazee, Luciano Tavares e Eduardo Severino | Idéia de elementos cênicos: Luciano Tavares e Eduardo Severino | Consultoria de Figurino: Luciane Castro | Figurino: elenco | Consultoria Estética Óptica: Luís Henrique | Trilha Sonora pesquisada por Luciano Tavares: Evelyn Glennie, Operation Phoenix, John Hanks/Indigo , Candeia | Desenho de Luz: Luka Ibarra/Kyrie  Lucas Isnardi | Projeto Gráfico: Adriana Sanmartin | Fotografia: Natalia Utz | WebDesign: Luciano Tavares l Mixagem: Driko Oliveira/Jorge Foques | Registro audiovisual: João Gabriel de Queiros | Realização: Eduardo Severino Cia de Dança.

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Foto: Luis Paulot

Serviço:

Dias 13 e 14 de agosto, sábado e domingo

Às 19h

Onde – Sala 209 / Usina do Gasômetro / Porto Alegre.

Quanto – Inteira – R$ 30,00 / Meia – R$ 15,00(classe artística, idosos e estudantes)

Informações: https://eduardoseverinociadedanca.wordpress.com

Realização: Eduardo Severino Cia de Dança.

Apoio/colaboradores: Sustain Produções/ TVE e FM cultura/ Usina do Gasômetro/ Usina das Artes/ Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ Ânima Cia de Dança/ Rincão da Saúde/ Hashi Art Cuisine/ Vineta Estúdio/ Lucida Desenvolvimento Cultural/Conectedance.

 

 

 

 

O corpo é.

Quarta edição do Projeto “Luciana Paludo convida…” acontecerá no dia 16 de julho de 2016, 19h, na Sala 209 da Usina do Gasômetro. O bailarino e coreógrafo Eduardo Severino é o convidado.


O corpo é” parte de um conceito que já guiou um espetáculo do Mimese cia de dança coisa, em 2003. ‘O que você pensa a respeito do corpo?’ era a pergunta chave de 2003. Em 2016, com Eduardo Severino, essa pergunta se redimensiona.

O que inspira Luciana e Eduardo para esta edição é justamente esta ‘matéria bruta’ que é o corpo.

O trabalho para tornar o corpo sensível – para que essa ‘matéria’ resulte em possibilidades, de modo que possa formar uma obra em dança. 

Os artistas têm carreira consolidada como intérpretes e criadores. Em comum, o trabalho diário para manutenção do que julgam necessário para ser-estar em suas danças; também o trabalho em cooperação com outros artistas. Para além do gosto de estabelecer trocas e parcerias para a criação, acreditam que o trabalho colaborativo seja uma das estratégias de sobrevivência na arte.

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Foto: Cláudio Etges

Para esta edição, Leonardo Dias assina trilha sonora original, a partir de um poema homônimo de Luciana Paludo [O corpo é]. Também, teremos “o convidado do convidado”: Eduardo Severino convidou o músico João C. Maldonado para colaborar com a cena do espetáculo.

Serviço:

“O corpo é”

Sala 209/Usina do Gasômetro

Dia 16 de julho/sábado

Às 19h

Ingressos – Inteira – R$ 20,00 e meia – R$ 10,00(classe artística, estudantes e idosos)

http://lupaludomimese.blogspot.com.br/2016/07/o-corpo-e.html

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Foto: Cláudio Etges

Sobre o Projeto Luciana Paludo convida:

O projeto estreou em 20 de março de 2016, tendo como convidado o bailarino Airton Rodrigues; em 30 de abril, com o bailarino Douglas Jung, foi realizada a segunda edição, ambas na Sala 209 da Usina do Gasômetro. A terceira edição aconteceu em 29 de maio, com o bailarino Diego Mac, que dividiu a cena com Luciana na Casa Frasca – Espaço Cultural situado na Av. Independência, 426.  Para a quarta edição o projeto retorna à Sala 209, tendo como convidado o bailarino Eduardo Severino, para encerrar a programação do primeiro semestre.

 O objetivo é que em cada edição esteja em jogo diferentes linguagens autorais que, ao entrarem em relação na mesma cena, encontrem modos de se (re)significarem; justamente pelas influências que o trabalho em colaboração pode exercer na criação em dança.

O projeto é alimentado pela pergunta-movimento “o que move meu corpo até ele chegar à cena?”. Então, os artistas inventam seus movimentos-resposta, a partir da cooperação no trabalho de criação.

A metodologia de trabalho se realiza no seguinte sentido: no mês do espetáculo, os próprios artistas definem as maneiras de se encontrar para realizar a criação; isso faz parte da proposta e do projeto.

Para o segundo semestre de 2016, estão previstas apresentações com Elke Siedler (agosto), Carla Vendramin (setembro), Thais Petzhold (outubro). Mais dois artistas serão convidados durante o ano, para as edições de novembro e dezembro.

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Foto: Cláudio Etges

Ficha Técnica:

Concepção coreográfica e dança: Luciana Paludo e Eduardo Severino

Trilha sonora: Leonardo Dias e João Maldonado

Concepção de Luz: Kyrie Isnardi e Ricardo Simões

Operação de Luz: Ricardo Simões

Produção: Ana Paula Reis e Mimese cia de dança-coisa

Assistente de produção: Adrielle Paulino

Fotos de divulgação desta edição: Luiz André Cancian

Fotógrafo do projeto: Cláudio Etges


Apoio: Mimese Cia de Dança Coisa, Eduardo Severino Cia de Dança, Usina das Artes, Usina do Gasômetro, Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria Municipal de Cultura e Ânima Cia de Dança.

IN/compatível?

IN/compatível? Teve estréia no ano de 2005 e agora em comemoração aos 15 anos de Cia. com uma produção ativa de forma ininterrupta resolvemos remontar este trabalho que é um dos mais emblemáticos de nossa trajetória, com elenco renovado, além do núcleo artístico principal da Cia. Luciano Tavares e Eduardo Severino fazem parte desta remontagem os criadores/intérpretes Andrew Tassinari e Viviane Gawazee.

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O trabalho retrata a robotização da união entre quatro personagens através de uma linguagem contemporânea, com quatro personagens que se entrelaçam em seus sentimentos. Em cena, negociam seus sentimentos atrás de uma escrivaninha que também é mesa, cama e que também é chão, os intérpretes desenvolvem uma movimentação que sugere um mundo mecanicista com relações vazias, áridas e distantes, onde os corpos ficam evidenciados no intuito de questionar o culto ao corpo existente em nossa sociedade, o mecanicismo de nossas relações e a robotização de nossos comportamentos cotidianos.

A abundância de imagens e sensações sugeridas pelo cotidiano e a aridez e artificialidade nas relações humanas foi o ponto de partida para a pesquisa coreográfica e para a remontagem/recriação desta obra que traduz o mecanicismo de nossas relações e a robotização de nossos comportamentos cotidianos.

Trajetória

Estreou em 4 de junho de 2005, cumprindo temporada nos meses de junho, julho e outubro na sala 504/ Usina do Gasômetro/Usina das Artes.
Um estudo inicial teve pré-estréia na Mostra Dies de Dansa em Barcelona/Espanha em agosto/2004 e no encerramento do Arte no Solar da Assembléia Legislativa do Estado em Porto Alegre/novembro/2004.
Participou: Abril/Dia Internacional da Dança-Salão de Atos da UFRGS/Porto Alegre/2005; Agosto/Conesul Dança 2005 – Teatro São Pedro/Porto Alegre; Agosto/Temporada no Teatro Sete de Abril/Pelotas/2005; Janeiro/Mostra Verão-Teatro Renascença/Porto Alegre/2006; Janeiro/Melhores do ano- Prêmio Açorianos 2005- Teatro Renascença/Porto Alegre/2006 e El Cruce Festival de Artes Cênicas em Rosário/ Argentina/2006 e participação no FIDET/Escena doméstica/Santiago/Chile/2011 e um fragmento desta nova recriação com os quatro criadores/intérpretes participou do Festival Dançapontocom/2015.
A obra teve seis indicações ao Prêmio Açorianos de Dança da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre/2005, sendo indicado para: Melhor espetáculo, coreografia, produção, bailarino, figurino e trilha musical pesquisada
, recebendo o Prêmio por melhor coreografia, bailarino e trilha musical pesquisada.


Ficha técnica:

Concepção Coreográfica: Eduardo Severino e Luciano Tavares | Criadores/Intérpretes: Andrew Tassinari, Viviane Gawazee, Luciano Tavares, Junior Alceu Grandi e Eduardo Severino | Idéia de elementos cênicos: Luciano Tavares e Eduardo Severino | Consultoria de Figurino: Luciane Castro | Figurino: elenco | Consultoria Estética Óptica: Luís Henrique | Trilha Sonora pesquisada por Luciano Tavares: Evelyn Glennie, Operation Phoenix, John Hanks/Indigo , Candeia | Desenho de Luz: Luka Ibarra | Projeto Gráfico: Adriana Sanmartin | Fotografia: Natalia Utz | WebDesign: Luciano Tavares l Mixagem: Driko Oliveira/Jorge Foques | Registro audiovisual: João Gabriel de Queiros | Produção: Luka Ibarra e Ana Paula Reis / Lucida Desenvolvimento Cultural.


Serviço:

De 6 a 15 de maio

Dia 6 de maio – sexta feira – 20h / Dias 7 e 8 de maio – sábado e domingo – 19h

Dia 13 de maio – sexta – 20h / Dias 14 e 15 de maio- sábado e domingo – 19h

Onde – Sala 209 / Usina do Gasômetro / Porto Alegre.

Quanto – Inteira – R$ 30,00 / Meia – R$ 15,00 (classe artística, idosos e estudantes)

Informações: https://eduardoseverinociadedanca.wordpress.com


Realização/produção:

Lucida Desenvolvimento Cultural/Eduardo Severino Cia de Dança.

Apoio/colaboradores: Sustain Produções/ TVE e FM cultura/ Usina do Gasômetro/ Usina das Artes/ Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ Ânima Cia de Dança/ Rincão da Saúde/ Hashi Art Cuisine/ Pizza do Pão/Conectdance.

∑ Agradecimentos aos apoiadores/catarse ∑

Viabilização: Plataforma de Financiamento Coletivo Catarse

 Lu Mena Barreto

 Luciane Silveria Soares

 Alexandre Missel Knorre

 Mônica Fagundes Dantas 

 Ana Maria Vasconcelos

Edmilson Nunes da Silva

 Flavia Pilla do Valle

Daniel Sperb

Tatiana Nunes da Rosa 

 Laercio Luiz Sulczinski

 Caroline Grazieli Paz 

Luciana Paludo

 

 

Lançamento do Livro Dança e Politica : Estudos e Práticas, estreia Nacional do solo “Na sala com Marila”, Workshop de BMC e diálogo artístico entre obra/artistas.

Dias 28 e 29 de agosto na Sala 209/Usina do Gasômetro.

Dança e Política: Estudo e práticas
Dança e Política: Estudo e práticas

LIVRO – DANÇA E POLÍTICA: ESTUDOS E PRÁTICAS

Com tema inédito obra que reflete a relação entre a dança e o poder público será lançada dia 28 de agosto em Porto Alegre na Sala 209/ Usina do Gasômetro.

 Analisar o vínculo entre a arte e o poder público, com foco na dança, é a proposta do livro Dança e Política: Estudos e Práticas, que será lançado nacionalmente no mês de junho. Organizado pela bailarina e professora paranaense Marila Velloso e pelo pesquisador e mestre em história mineiro Rafael Guarato, a obra reúne artigos científicos e relatos pessoais de pesquisadores, artistas e produtoresque vivem da dança, textos que refletem a situação atual dessa arte no Brasil.

O livro é inédito. Velloso e Guarato registram uma análise nunca publicada em livro anteriormente, restringida apenas às universidades e artigos especializados. Por isso, a obra marca um momento importante na história da dança do país, levando à sociedade relatos que revelam a importância do diálogo entre a dança e a esfera estatal.

Dentro desse contexto, o panorama dos mecanismos de fomento e das instancias de representação da dança junto aos órgãos são analisados pelos pesquisadores. A forma como a relação arte/política se modificou nos últimos 10 anos e como isso interferiu no campo artístico são registrados no livro. Relatos sobre os modos de produção e de circulação da dança constam no livro e problematizam a atual situação da dança no país.

Dança e Política: Estudos e Práticas será lançado em Curitiba, Goiânia e Anápolis e será distribuído gratuitamente em escolas de ensino médio, bibliotecas e cursos de dança.  Artistas, produtores, companhias, estudantes e pesquisadores interessados em arte e até mesmo dirigentes de cargos públicos de cultura poderão ter acesso a essa análise única. Um avanço para a pesquisa científica da dança: na teoria e na prática.

Apoio institucional do fundo de cultura de Goiás.

 

SERVIÇO DE TODA PROGRAMAÇÃO: 

Dia 28 de agosto, sexta, às 19h – lançamento do livro/ às 20h conversa com Marila Veloso sobre o livro/dança/política.

Sala 209/Usina do Gasômetro

Entrada franca.

Dia 29 de agosto, sábado, das 15h às 17h, workshop sobre Sistema Fluídos – Body-Mind Centering®  com Marila Velloso

Investimento – R$ 20,00

Sala 209/Usina do Gasômetro

O workshop oportunizará a vivência de fluídos corporais e o reconhecimento de algumas de suas funções através do movimento e do toque. Transições entre atividade e descanso poderão tornar-se mais fáceis e fluidas e a percepção do quanto nossa energia pode vir a ser liberada ou bloqueada. Este sistema pode ser um dispositivo para uma expressividade dinâmica e para o suporte de outros sistemas do corpo.

 

Dia 29 de agosto, sábado, às 19h

Espetáculo Bundaflor, Bundamor com;

Luciano Tavares, Andrew Tassinari, Junior Alceu, Ana Paula Reis e Eduardo Severino.

Com a participação especial das convidadas Marila Velloso e Carla Vendramin.

Espetáculo que discorre sobre a bunda.

Classificação – aconselhável para maiores de 16 anos.

Estreia nacional de “Na sala com Marila”

Criação: Marilia Velloso, Olga Neneve, Lucas amado, Vadeco

Estruturação coreográfica em tempo real: Marilia Velloso

Colaboradores: Tomás Rezende, Renata Roel, André Rigatti, Cinthia Kunifas

Sobre temporalidades, espaços heterotópicos e afetos da memória.

Classificação – aconselhável para maiores de 16 anos.

Sala 209/Usina do Gasômetro

Investimento – preço único – R$ 10,00.

Apoio: SATED/RS Eduardo Severino Cia de Dança, Ânima Cia de Dança, Usina das Artes, Usina do Gasômetro, Secretaria Municipal da Cultura, Coletivo de Dança da Sala 209.

 

Crítica do espetáculo Bundaflor Bundamor por Andrea Spolaor

Foto: Cristiano Prim com Eduardo Severino, Mônica Dantas e Luciano Tavares
Foto: Cristiano Prim com Eduardo Severino, Mônica Dantas e Luciano Tavares

Como pode o corpo ser resumido a uma parte dele? Como esta parte pode causar tanta polêmica? Como quebrar com

esta controvérsia? Transformando em dança.


Bundaflor, Bundamor da Eduardo Severino Cia de Dança apresentado dia 30 de maio na Sala 209 da Usina do Gasômetro consegue.


Inspirado no livro “A Breve história das Nádegas” de Jean Luc Henning o espetáculo se propõe a falar sobre a bunda, seu desenho, possibilidades motoras e aproveita para abordar esta parte do corpo humano no contexto brasileiro atual que como o próprio release do espetáculo diz: “…a bunda brasileira, formada graças à herança genética africana, como massa carnal rebolante que mostra a nossa alegria mestiça.”


Eduardo Severino e Luciano Tavares integrantes da companhia (que funciona como uma espécie de coletivo agregando novos integrantes a cada montagem), Mônica Dantas, bailarina experiente que acompanha o trabalho desde sua estréia em 2008 e dois convidados para esta temporada (Andrew Tassinari e Junior Alceu Grandi) compõem o quinteto de bundas, de corpos, de danças apresentado naquela noite. O trabalho ainda conta com a participação de Ana Paula Reis para a cena inicial que já demonstra a veia cômica e leve do trabalho onde os cinco se preparam para uma corrida, sentados no chão de costas para a platéia, cujo prêmio é uma banana que Ana carrega juntamente com seu apito dando início à competição. Sungas e micro maiôs vestindo corpos lindos que borram conceitos de dança, teatro, performance e se propõem a comunicar com eles. Nada de especial em se tratando de figurinos cenários e iluminação, pois o ponto em questão é a bunda, porém aponto a trilha inteligentemente escolhida iniciando com “Não Me Diga Adeus” na voz de Aracy de Almeida até o famoso “Piripiri” da Gretchen, além do som de batidas do coração que finaliza o espetáculo aliado à imagem das bundas contraindo no mesmo ritmo.


Apesar de estarem todos comungando da mesma idéia saliento diferenças entre as presenças cênicas. Mônica, a única mulher o tempo todo em cena toma o posto de “musa do Bundas” não deixando nada a desejar, Luciano Tavares com anos de experiência em dança tem momentos primorosos como sua fala em espanhol sobre “el diablo no tener culo” e a cara de constrangimento ao iniciar o “Piripiri” (impagável), os convidados entram no jogo, mas é no corpo e na dança de Eduardo Severino que se faz o ponto alto do espetáculo. Movimento inteiro, íntegro e com facetas mil que pode num mesmo espetáculo andar e saltar de salto alto numa cena cômica e dançar em outras cenas mais “sérias” com a mesma integridade, bagagem e potência. Palmas!


Saliento que as diferenças entre os cinco intérpretes, na minha opinião, não passam pelo bom ou ruim, mas pelo olhar refinado de entendimento entre trajetórias de dança, de experiências e de vida, onde o agregamento de informações codificadas ou não em dança se faz explícito e é aí que mora a diversidade daqueles corpos em cena. Também percebo os entendimentos diversos entre o elenco sobre mostrar a bunda e o que isto significa na sua essência dentro do espetáculo, pois ele não se propõe ao exibicionismo ou a querer mostrar mais do que isso, mas ao fato de coloca-la em discussão para além dela própria.


No decorrer do espetáculo me ponho a pensar sobre o corpo em si e seus pudores, principalmente em lugares frios como Porto Alegre onde a grande maioria toma seu banho e se fecha em sua roupa sem tomar conhecimento do que tem de mais sagrado, seu elo de conexão com o mundo, seu próprio corpo. Os bailarinos parecem não ter este problema. A naturalidade com que se despem e vestem nada tem de vulgar e este é um trunfo do trabalho. Com maturidade cênica e consciência dela se fazem valer da dança para discorrer sobre questões diversas como gênero, pudor, ideal de beleza. Assim, o tema bunda transcende e atravessa outras questões.


A Eduardo Severino Cia de Dança é uma companhia com trabalhos não comerciais, que não se quer comercial, no entanto circula no Brasil, e fora dele, com seus espetáculos. Este ponto faz-me acreditar em curadorias mais antenadas à diversidade da/na dança.

Termino com uma reflexão. Dança produz conhecimento quando propõe discussão, quando contextualiza corpos nos tempos e nos espaços propiciando dilatar conceitos do artista enquanto cidadão. É possível a dança para além da sua estética usual. É linda a dança quando dançada no mais amplo sentido desta ação. Bunda é dança, curva e plenitude sim!

Bundaflor, Bundamor estará em cartaz no próximo Porto Alegre em Cena. Assistam!

Disciplina Estudos em Estética e Dança (Curso de Graduação em Dança UFRGS)